segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Teoria da ladeira escorregadia


"A premissa da santidade da vida humana defende a idéia de que a vida é um dom ou um bem divino e que não deve ser objeto de intervenção humana. 
Acredita-se que exista um ciclo natural da vida e que qualquer tentativa de intervir nele seria um atentado à ordem divina. Aqueles que defendem essa premissa baseia-se em crenças religiosas que partem do pressuposto da intocabilidade da vida humana.
A premissa da ladeira escorregadia sustenta que uma maior tolerância da legislação que rege o aborto provocaria uma flexibilização moral no campo da reprodução. Ou seja, se neste momento é o aborto o que se discute, adiante seria o infanticídio e, mais adiante, a eutanásia neonatal, por exemplo. No campo do aborto por anomalia fetal, a premissa da ladeira escorregadia aponta para o risco permanente do revigoramento da eugenia.
A premissa da potencialidade defende que entre um feto, uma criança e um adulto há uma relação de continuidade. Um feto teria todas as potencialidades para se desenvolver e transformar-se em um indivíduo adulto, caso lhe fosse permitido o pleno desenvolvimento biológico intra-útero. O feto seria já 
um indivíduo e, conseqüentemente, um dano ao feto deveria ser considerado
um dano a um indivíduo vivo" (DINIZ, 2004, p. 66-67).
Em outras palavras, a teoria assevera: "Os que são contra a liberação da antecipação do parto acreditam que se o Supremo Tribunal Federal autorizar a operação terapêutica no caso de anencefalia abrirá precedente para autorizar futuramente a interrupção em outros casos de má-formação como lábio leporino ou ausência de dedos. Para os adeptos dessa teoria, para não abrir precedente é melhor que não se permita qualquer mudança." (Existe este direito de nascer para morrer? - Rodrigo Gonçalves Oliveira)

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